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Fome emocional

Você já percebeu que, em alguns dias, a vontade de comer aparece justamente depois de uma situação estressante, de uma discussão, de um momento de ansiedade ou até daquele tédio que parece não passar? Muitas vezes, a comida acaba entrando como uma forma de conforto, distração ou alívio. Esse comportamento costuma ser chamado de comer emocional. Ele acontece quando a alimentação também passa a exercer a função de lidar com emoções e não apenas de responder à necessidade física de energia. E aqui é importante esclarecer uma coisa: comer por emoção ocasionalmente não significa que existe algo errado com você ou com a sua alimentação. Comida também é prazer, memória, afeto e conforto. O cuidado começa quando ela se torna praticamente a única ferramenta disponível para enfrentar sentimentos difíceis e esse comportamento passa a provocar culpa, sofrimento ou sensação de perda de controle. Fome física e fome emocional são sempre fáceis de diferenciar? Nem sempre. Existe uma tentativa muito co...

Comida é mais do que nutriente

Quando o assunto é alimentação, é muito comum olhar para a comida apenas através de números. Quantas calorias tem? Quanto de proteína? É carboidrato? Tem gordura? Cabe ou não cabe na dieta? Essas informações podem ser importantes em determinados contextos, mas a comida não se resume a isso. Quando reduzimos os alimentos apenas aos nutrientes que eles oferecem, corremos o risco de esquecer tudo aquilo que também faz parte do ato de comer: cultura, memória, prazer, afeto, convivência e identidade. A alimentação nutre o corpo, mas também participa da nossa história. Comida também é memória Existem sabores capazes de nos transportar para outros momentos da vida. O cheiro de um bolo saindo do forno pode lembrar a casa da avó. Uma sopa pode trazer a sensação de cuidado de quando estávamos doentes. Um prato preparado em determinada época do ano pode resgatar festas, tradições e pessoas importantes. Isso acontece porque nossa relação com a comida é construída ao longo da vida. Nós não aprendem...

Metas realistas

Você já começou uma mudança na alimentação, na rotina de exercícios ou no autocuidado com muita motivação e, pouco tempo depois, percebeu que não estava conseguindo manter tudo aquilo que havia planejado? Isso é mais comum do que parece. Muitas vezes, o problema não está na falta de força de vontade, mas no tamanho das metas que foram criadas. Quando tentamos mudar muitos hábitos ao mesmo tempo ou estabelecemos objetivos muito distantes da nossa realidade, a rotina pode se tornar pesada e difícil de sustentar. Melhorar a saúde não precisa significar transformar sua vida inteira de uma vez. Na maioria das vezes, começar com mudanças menores e possíveis pode ser uma estratégia muito mais eficiente para construir hábitos que permaneçam ao longo do tempo. Não tente mudar tudo de uma vez Uma das maiores armadilhas quando decidimos cuidar melhor da saúde é criar uma lista enorme de coisas que precisam mudar imediatamente. A pessoa decide beber mais água, fazer exercício todos os dias, cortar...

Sintomas que podem indicar que sua alimentação precisa de atenção

Você já parou para pensar em como a alimentação influencia sua saúde para além do número que aparece na balança? O que colocamos no prato pode interferir na disposição, no funcionamento intestinal, na digestão, na imunidade e em diversos outros aspectos do organismo. O problema é que muitos desconfortos acabam se tornando tão frequentes que passam a ser vistos como normais. Inchaço, azia, refluxo, intestino preso ou cansaço constante entram na rotina e, aos poucos, a pessoa simplesmente aprende a conviver com eles. Mas se algo incomoda com frequência, vale prestar atenção. Isso não significa que todo sintoma seja causado pela alimentação. Existem diversas condições de saúde que podem apresentar sinais semelhantes e precisam de investigação adequada. A alimentação, porém, é uma parte importante desse cuidado e merece ser observada. Inchaço, azia, refluxo e indigestão merecem atenção Sentir algum desconforto digestivo ocasionalmente pode acontecer. Uma refeição muito volumosa, um dia for...

Caminhos para melhorar sua relação com a comida

Quando alguém decide emagrecer ou melhorar a alimentação, a primeira ideia costuma ser procurar uma dieta. Surge então a vontade de cortar determinados alimentos, seguir um cardápio rígido ou encontrar algum método que prometa resultados rápidos. O problema é que, para muitas pessoas, essa busca constante pela próxima dieta acaba criando um ciclo de restrição, frustração e recomeços. Fazer mudanças na alimentação pode ser importante, mas seguir regras cada vez mais rígidas não é necessariamente o que vai transformar sua relação com a comida. Muitas vezes, antes de pensar em uma nova dieta, vale observar comportamentos que fazem parte da rotina e que podem ter um impacto muito maior na saúde a longo prazo. Aprenda a entender quando as emoções influenciam sua alimentação Comer também é um comportamento emocional. A comida está presente em comemorações, encontros, lembranças afetivas e momentos de prazer. Por isso, comer por emoção ocasionalmente não é algo que precisa ser tratado como er...

Nem 8 nem 80

Quando pensamos em mudança de hábitos, é muito comum cair no pensamento do tudo ou nada. Ou a alimentação está perfeita, ou parece que todo o esforço foi perdido. Ou a pessoa consegue treinar todos os dias, ou acredita que não vale a pena fazer exercício algum. Ou elimina completamente determinado alimento, ou sente que está “sem controle”. Esse tipo de pensamento é conhecido como pensamento dicotômico. Ele divide as situações entre dois extremos e praticamente apaga todas as possibilidades que existem no meio do caminho. Na alimentação, isso pode dificultar bastante a construção de hábitos que realmente sejam possíveis de manter. O problema do tudo ou nada Imagine que você decidiu melhorar sua alimentação e estabeleceu que vai preparar todas as refeições em casa durante a semana. Na quarta-feira, a rotina fica mais corrida e você precisa pedir comida. Se o pensamento for rígido, pode surgir rapidamente a sensação de que “já estragou tudo”. Mas será que uma refeição diferente realmente...

Mudanças no corpo levam tempo: respeite o seu processo

Quando alguém decide emagrecer, ganhar peso ou modificar a composição corporal, é muito comum querer perceber resultados rapidamente. A expectativa aumenta, começamos a observar o espelho e a balança com mais frequência e, quando as mudanças não acontecem no ritmo imaginado, pode surgir a sensação de que todo o esforço está sendo em vão. Mas qualquer processo de mudança corporal leva tempo. O organismo não funciona de acordo com a nossa pressa, e cada pessoa responde de maneira diferente às mudanças na alimentação, na atividade física e na rotina. Por isso, além de estratégia e acompanhamento, esse caminho também precisa de paciência. Seu processo não precisa ser rápido para estar funcionando Vivemos cercados por promessas de resultados rápidos. Dietas que garantem mudanças em poucos dias, desafios de algumas semanas e transformações corporais mostradas nas redes sociais podem criar a impressão de que, se o seu resultado está demorando, alguma coisa está errada. Nem sempre está. Mudanç...

Magreza é sinônimo de saúde?

Quantas vezes você já ouviu que uma pessoa magra é automaticamente saudável? Essa associação é tão comum que muitas vezes passa despercebida. Basta alguém perder peso para receber elogios, enquanto um corpo maior costuma ser rapidamente relacionado a falta de cuidado ou problemas de saúde. Mas saúde é muito mais complexa do que aquilo que conseguimos enxergar. O peso corporal pode ser uma das informações avaliadas em um acompanhamento de saúde, mas ele não é capaz de revelar, sozinho, como estão a alimentação, os exames, o sono, a saúde mental, a prática de atividade física, a relação com a comida ou diversos outros aspectos importantes do organismo. Por isso, aparência física não deve ser usada como diagnóstico. Ser magro não significa estar necessariamente saudável Uma pessoa pode ter um corpo considerado magro e, ainda assim, apresentar alterações metabólicas, deficiências nutricionais, sedentarismo, privação de sono, estresse elevado ou uma relação muito difícil com a alimentação. ...

Por que a forma como você come também importa?

Quando pensamos em alimentação saudável, é comum olhar primeiro para aquilo que está no prato. Quantas calorias tem? É fonte de carboidrato, proteína ou gordura? É um alimento saudável ou não? Mas a alimentação é muito mais complexa do que uma simples soma de nutrientes. O momento em que a refeição acontece, o ambiente, a companhia, as emoções envolvidas e até a história que cada pessoa tem com determinado alimento também fazem parte da experiência alimentar. É isso que chamamos de contexto alimentar. Entender esse contexto ajuda a construir uma relação mais flexível e consciente com a comida, deixando de lado a necessidade de classificar cada escolha como certa ou errada. O que é contexto alimentar? O contexto alimentar envolve tudo aquilo que acontece ao redor do ato de comer. Não se trata apenas do alimento escolhido, mas de como aquela escolha aparece na rotina. Uma refeição feita tranquilamente à mesa pode ser vivenciada de maneira diferente de outra consumida rapidamente diante d...

Nutri Mari Trigueiro participa de matéria do Receitas da Globo sobre comportamento alimentar | Vídeo

  Nutri Mari Trigueiro participa de matéria do Receitas da Globo sobre comportamento alimentar A nutricionista Mariana Trigueiro foi entrevistada pelo Receitas da Globo em uma matéria que aborda um tema muito presente na rotina de todos: afinal, comer sozinho ou acompanhado pode influenciar a forma como nos alimentamos? A reportagem, publicada no portal Receitas, discute como o ambiente, a companhia, as distrações e a velocidade das refeições podem interferir não apenas na alimentação, mas também na experiência emocional envolvida no ato de comer. O tema tem relação direta com o trabalho desenvolvido por Mari Trigueiro em seus atendimentos, especialmente por seu olhar voltado para o comportamento alimentar e para a construção de uma relação mais consciente e equilibrada com a comida. Comer vai muito além dos nutrientes Quando se fala em alimentação, é comum que a atenção fique concentrada apenas nos nutrientes, nas calorias ou na quantidade de comida presente no prato. Mas a experi...

Nem todo exercício precisa ter o emagrecimento como objetivo | Vídeo

Nem todo exercício precisa ter o emagrecimento como objetivo. Se movimentar também pode ser uma forma de aliviar o estresse, descansar a mente, melhorar a disposição e reservar um momento do dia para cuidar de você. Quando toda atividade física é vista apenas como uma ferramenta para perder peso ou compensar o que foi comido, o movimento pode acabar se tornando mais uma cobrança. E cuidar do corpo não deveria ser uma punição. Uma caminhada, uma dança, um alongamento ou qualquer atividade que você goste também podem representar saúde, prazer e bem-estar. Movimente-se porque o seu corpo merece cuidado, não porque ele precisa ser castigado ou transformado o tempo todo.  Fiquem com um vídeo:

O pensamento do tudo ou nada pode estar te impedindo de avançar | Vídeo

Muita gente acredita que, para ter resultado, precisa mudar tudo de uma vez. Mas quando as metas ficam muito distantes da realidade, o processo tende a se tornar cansativo e difícil de sustentar. É aí que entra o famoso pensamento do tudo ou nada: se não conseguir fazer perfeito, parece que não vale a pena fazer. Mas vale. Talvez você não consiga mudar toda a sua alimentação hoje, mas pode melhorar uma escolha. Pode adicionar uma fruta no dia, beber um copo a mais de água, montar um prato mais colorido ou simplesmente prestar mais atenção nos sinais de fome e saciedade. E se algo não sair como o planejado, você pode recomeçar na próxima refeição. Não precisa esperar segunda-feira, o próximo mês ou o “momento certo”. Os pequenos passos também são progresso. Na verdade, são eles que ajudam a construir uma rotina mais possível, consistente e sustentável. Não deixe a busca pelo perfeito te impedir de fazer aquilo que já é possível hoje. Fiquem com um vídeo:

Consulta de retorno com o nutricionista

  Consulta de retorno com o nutricionista: por que ela é tão importante quanto a primeira consulta Você já marcou a sua primeira consulta com o nutricionista e acredita que esse encontro, sozinho, será suficiente para resolver tudo? A primeira consulta é muito importante, mas ela representa apenas o início do processo. É nesse momento que o nutricionista começa a conhecer sua rotina, seus hábitos alimentares, suas preferências, suas dificuldades, seu histórico de saúde e os objetivos que você deseja alcançar. A partir dessas informações, é possível construir uma estratégia inicial, pensada de forma individualizada. Mas nenhuma estratégia nasce pronta e definitiva. A vida muda, a rotina muda, as dificuldades aparecem e o próprio corpo pode responder de formas diferentes ao longo do caminho. Por isso, o acompanhamento nutricional precisa de continuidade. A primeira consulta é um ponto de partida Mudar hábitos alimentares não acontece de uma hora para outra. Muitas vezes, estamos fala...

Sintomas que você não deve normalizar

  Sintomas que você não deve normalizar: quando o corpo está pedindo atenção É muito fácil se acostumar com alguns desconfortos quando eles passam a fazer parte da rotina. A vida é corrida, existem compromissos, trabalho, estudos, família e tantas outras preocupações que, muitas vezes, acabamos pensando que sentir azia frequentemente, viver cansado ou passar dias com o intestino preso é simplesmente “normal”. Mas nem sempre é. O nosso corpo dá sinais de diferentes maneiras, e sintomas persistentes merecem atenção. Isso não significa que todo desconforto indique uma doença ou que a alimentação seja responsável por tudo o que sentimos. Significa apenas que não devemos ignorar aquilo que acontece com frequência ou interfere na nossa qualidade de vida. A alimentação está diretamente relacionada à saúde e pode contribuir tanto para o bem-estar quanto para o aparecimento ou agravamento de alguns desconfortos. Por isso, observar os sinais do corpo e buscar ajuda profissional quando necess...