Sabe aquele momento em que você se vê abrindo a geladeira, encarando os potes, como se fosse encontrar ali a resposta para tudo? Ou quando surge uma vontade do nada de comer alguma coisa gostosa, mas você nem sabe exatamente o quê? Pois é... isso é muito mais comum do que parece, especialmente no mundo de hoje, em que estamos o tempo todo sendo estimulados por imagens, cheiros e até pelo que aparece na tela do celular.
A diferença entre fome e vontade de comer pode parecer sutil, mas entender isso muda completamente a forma como você se relaciona com a comida e com o seu próprio corpo.
- Entendendo os sinais do corpo
Nem sempre é fácil interpretar o que o corpo está pedindo. Às vezes é fome de verdade, a chamada fome fisiológica, que chega aos poucos. O estômago começa a roncar, a energia diminui, pode bater uma leve irritação. Nesse caso, o corpo está pedindo combustível, e uma refeição nutritiva faz toda a diferença. Mas existem momentos em que não é o estômago que está falando. É o cansaço acumulado, a ansiedade, o tédio, o estresse do dia ou até aquele hábito automático de beliscar enquanto mexe no celular. Hoje, mais do que nunca, somos expostos o tempo inteiro a estímulos que despertam vontade de comer, mesmo sem fome real. E isso não tem a ver com falta de controle, tem a ver com o ambiente em que a gente vive.
- Dicas práticas para o dia a dia
Observe seu corpo
A fome real costuma vir com sinais físicos. Antes de comer, vale a pena se perguntar se é o corpo pedindo energia ou se é apenas uma vontade momentânea.
Dê um tempo
Nem toda vontade precisa ser atendida na hora. Às vezes, alguns minutos já são suficientes para entender melhor o que você está sentindo. Beber água, mudar de ambiente ou fazer uma pequena pausa pode ajudar.
Se for desejo, saboreie com consciência
Sentiu vontade de algo específico? Tudo bem. Comer também é prazer. A diferença está em como você faz isso. Comer com atenção, devagar, percebendo o sabor, muda completamente a experiência.
Se for emoção, acolha
Nem sempre a resposta está na comida. Às vezes o que você precisa é de descanso, de silêncio, de conversar com alguém ou simplesmente parar um pouco. Aprender a reconhecer isso é um passo importante de cuidado com você mesmo.
E aí, você já se pegou nessa dúvida?
A boa notícia é que aprender a escutar o próprio corpo é um processo. Não se trata de controlar tudo o tempo inteiro, nem de buscar perfeição, mas de desenvolver consciência e um olhar mais gentil sobre si.
Então, da próxima vez que bater aquela vontade de abrir a geladeira sem saber exatamente o porquê, respira fundo e se pergunta com calma
é fome, vontade ou emoção?
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