Quem nunca ouviu aquele conselho clássico de que basta beber um copo de água para a vontade de doce passar? É verdade que às vezes confundimos sede com fome, porque o corpo se comunica por sensações e nem sempre sabemos interpretá-las com clareza. No entanto, quando bebemos água e o desejo por doce continua ali, presente e insistente, é importante entender que essa vontade pode não ter relação com sede. Na maioria das vezes, o desejo por doce está ligado a fatores emocionais, sensoriais, hormonais ou simplesmente ao prazer de comer algo que gostamos. E sentir prazer ao comer não é um erro.
Estratégias como beber água, mascar chiclete ou escovar os dentes podem funcionar momentaneamente, mas quando são usadas apenas para silenciar o desejo sem compreendê-lo, acabam alimentando um ciclo de repressão. Quanto mais tentamos ignorar ou controlar rigidamente a vontade, maior ela tende a se tornar. A ciência do comportamento alimentar já demonstra que restrições rígidas aumentam a obsessão pelo alimento considerado proibido. Quando colocamos o doce no lugar da culpa, ele ganha ainda mais força emocional.
Muitas vezes, a escolha mais equilibrada é simplesmente comer o doce com atenção, prazer e consciência. Quando aprendemos a incluir todos os alimentos dentro de um contexto consciente, sem rótulos de permitido ou proibido, nossa relação com a comida se torna mais leve. O exagero diminui porque o alimento deixa de ser raro ou proibido, e o corpo entende que não precisa entrar em modo de compensação. Comer com presença é diferente de comer no automático. Ao saborear um doce com atenção plena, percebemos textura, sabor e saciedade. Aprendemos a distinguir a vontade real de um impulso emocional. Às vezes é doce. Às vezes é cansaço, carência ou necessidade de descanso. E tudo isso faz parte da experiência humana.
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