“Tenho preguiça de cozinhar só pra mim, aí como qualquer coisa.”
Essa frase aparece com frequência e, na maioria das vezes, vem acompanhada de uma rotina corrida, cansaço acumulado e uma sensação de que preparar algo melhor “não compensa” quando é apenas para si.
A alimentação tem, sim, um forte componente social. Cozinhar para amigos, família ou parceiro costuma despertar mais motivação. Compartilhar a mesa ativa afeto, troca e pertencimento. Mas quando a disposição só aparece na presença do outro, vale uma reflexão importante.
Por que o cuidado com a alimentação estaria condicionado à presença de alguém?
Muitas pessoas aprenderam, ao longo da vida, a priorizar o outro. Servir primeiro, organizar para todos, garantir que todos estejam bem. E, nesse processo, acabam colocando as próprias necessidades em segundo plano, inclusive as básicas, como se alimentar com qualidade.
Cozinhar para si não é um ato egoísta. É um exercício de autonomia. É uma forma concreta de dizer a si mesmo que sua saúde, seu corpo e sua energia importam. Não precisa ser algo elaborado. Pode ser simples, prático e compatível com a rotina. O que faz diferença é a intenção de cuidado.
Quando você escolhe preparar uma refeição para si, mesmo que rápida, está reforçando uma mensagem interna poderosa: eu mereço atenção. Eu mereço nutrição adequada. Eu mereço tempo, ainda que breve.
Comer “qualquer coisa” todos os dias pode parecer inofensivo no curto prazo, mas ao longo do tempo impacta energia, humor, disposição e saúde. Pequenas escolhas repetidas constroem resultados grandes.
Talvez o convite não seja cozinhar pratos complexos, mas ressignificar o ato de preparar sua própria comida. Transformar isso em um gesto de respeito, não em obrigação.
Você também é prioridade. Todos os dias.
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