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Cuidado que Começa de Dentro




Os transtornos alimentares seguem sendo, em 2026, um dos reflexos mais silenciosos de conflitos internos profundos que nem sempre são percebidos por quem observa de fora. Eles não se resumem à comida, ao peso ou à aparência. Falam de identidade, de emoções não acolhidas, de dores antigas e, muitas vezes, de experiências traumáticas. Quem vive essa realidade costuma carregar uma distância dolorosa entre o que sente por dentro e o que o mundo enxerga, o que pode intensificar sentimentos de solidão, culpa e vergonha.

É importante reforçar que transtornos alimentares não têm um único rosto. Eles podem atingir crianças, adolescentes, adultos e idosos, atravessando diferentes contextos sociais, culturais e afetivos. Cada história é única, mas todas compartilham algo essencial: a necessidade de escuta verdadeira, empatia e apoio sem julgamentos.

A recuperação não é simples nem linear, mas é possível. Trata-se de um processo de reconexão consigo mesmo. Reaprender a escutar o corpo, reconstruir a relação com a comida e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as emoções faz parte desse caminho. É uma jornada que exige tempo, cuidado e, acima de tudo, gentileza com as próprias fragilidades.

Por isso, o papel da sociedade continua sendo fundamental. Falar abertamente sobre transtornos alimentares, questionar padrões de beleza irreais e ampliar o diálogo sobre saúde mental são atitudes urgentes e necessárias. Construir uma cultura de cuidado significa criar espaços seguros para que as pessoas possam pedir ajuda e reconhecer que não precisam enfrentar tudo sozinhas.

Que em 2026 e sempre possamos lembrar que toda pessoa merece viver em paz com o próprio corpo, com a própria mente e com a própria história, cultivando uma relação mais consciente, respeitosa e amorosa consigo mesma.

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