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Comer comida colorida também é cuidar da saúde




Comer de forma colorida vai muito além da estética do prato. Em 2026, a ciência da nutrição reforça cada vez mais que a variedade de cores na alimentação é um dos caminhos mais simples e eficazes para garantir saúde, equilíbrio e vitalidade. Um prato colorido costuma refletir diversidade alimentar, maior aporte de nutrientes e uma relação mais consciente com a comida.

As cores naturais dos alimentos, especialmente frutas, legumes e verduras, indicam a presença de diferentes compostos bioativos que atuam diretamente no funcionamento do organismo. Ao adotar o hábito de “comer o arco-íris”, você amplia o consumo de vitaminas, minerais, antioxidantes e fibras, fundamentais para a prevenção de doenças e para o bem-estar no dia a dia.

As tonalidades vibrantes dos alimentos vêm dos fitoquímicos, substâncias naturais que exercem funções antioxidantes, anti-inflamatórias e protetoras. Alimentos vermelhos, como tomate, morango e melancia, são ricos em licopeno e antocianinas, associados à saúde cardiovascular, à proteção celular e à prevenção do envelhecimento precoce. Os tons laranja e amarelo, presentes na cenoura, abóbora e manga, fornecem carotenoides que contribuem para a saúde da visão, da pele e do sistema imunológico.

Os alimentos verdes merecem destaque pelo alto teor de clorofila, fibras, cálcio, ferro e vitamina K. Couve, espinafre e brócolis ajudam na saúde dos ossos, no funcionamento intestinal e na proteção ocular. Já os alimentos roxos e azuis, como uva, ameixa e berinjela, concentram antocianinas, antioxidantes poderosos ligados à saúde do cérebro, à memória e à circulação.

Mesmo os alimentos de cores mais neutras, como branco e marrom, têm um papel importante. Alho, cebola, cogumelos, banana e castanhas fornecem compostos que fortalecem a imunidade, auxiliam no controle da pressão arterial e contribuem para o equilíbrio do organismo.

A grande vantagem de uma alimentação colorida está na soma dos benefícios. Cada cor entrega nutrientes diferentes que atuam de forma complementar. Essa ação conjunta ajuda a reduzir inflamações, proteger contra o estresse oxidativo e diminuir o risco de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares. Além disso, a variedade de fibras favorece a saúde intestinal e fortalece a microbiota, hoje reconhecida como peça-chave do bem-estar físico e emocional.

Montar um prato colorido não precisa ser complicado. Priorizar pelo menos três cores diferentes em cada refeição já é um ótimo começo. Variar os alimentos ao longo da semana, combinar vegetais crus e cozidos e utilizar temperos naturais também faz diferença. Sempre que possível, escolher alimentos frescos e minimizar o consumo de ultraprocessados ajuda a preservar os nutrientes e a qualidade da alimentação.

Comer de forma colorida é uma prática acessível, prazerosa e sustentável. Mais do que regras rígidas, trata-se de olhar para o prato com atenção e diversidade. Quanto mais cores naturais, mais nutrientes, mais equilíbrio e mais cuidado com a saúde ao longo do tempo.

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